PF prende casal que fingia usar robô trader para roubar investidores em criptoativos | TechBreak - Tudo sobre Tecnologia

PF prende casal que fingia usar robô trader para roubar investidores em criptoativos

Bitcoin. Foto: pexels

Bitcoin. Foto: pexels

A Polícia Federal deflagrou na última segunda-feira (21) a Operação Bad Bots, que prendeu um casal que fingia usar robô trader para negociar criptoativos, tendo assim conseguido se apropriar ilegalmente de mais de R$ 6 milhões de mais de 3 mil vítimas de todo o Brasil.

+ Xiaomi lança novos POCO X4 e M4 no Brasil
+ Empresa sueca revela lancha elétrica que voa sobre a água; entenda
+ Sonic 2: Xbox ganha console temático com controles peludos

De acordo com as investigações, em 2019, o casal criou uma empresa em Curitiba (PR) e passou a oferecer ao público serviços com negociações de criptomoedas, que prometiam remunerações diárias e mensais muito acima das praticadas pelo mercado.

Segundo informações colhidas durante a investigação, os clientes da empresa acreditavam que, ao contratar os serviços do grupo criminoso, robôs automatizados passariam a ser responsáveis pelo trade diário de criptoativos.

Após esse prazo, os clientes deveriam renovar o serviço ou encerrar a relação e requerer o saque do valor investido e dos ganhos. Mas como os ganhos mostrados na plataforma eram exorbitantes, era comum que os clientes renovassem os serviços.

Além disso, havia a promessa de outros multiplicadores de ganhos caso os clientes indicassem novas pessoas para o grupo, além de prêmios e bônus caso os clientes acumulassem pontos com os serviços contratados e indicações de novas pessoas.

Problemas

Mas o esquema começou a desandar quando a maior parte dos clientes passou a requerer a devolução do capital investido e dos rendimentos, quando o casal passou a inventar desculpas para barrar as devoluções.

Mesmo sem dinheiro para pagar os investidores, a dupla seguiu ostentando um estilo de vida luxuoso nas redes sociais. Até que fecharam a empresa e saíram de Curitiba.

De acordo com a Polícia Federal, descobriu-se que o investigado e sua companheira adotaram nomes falsos e passaram a residir no Oeste do Estado do Paraná, onde adquiriram empreendimentos comerciais e seguiram realizando movimentações financeiras e comerciais por intermédio de terceiros.

Os dois agora poderão responder pela prática de crimes contra a economia popular e o sistema financeiro nacional – estelionato, lavagem de capitais e formação de quadrilha ou bando.




  • arrow