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Parte de radiotelescópio que busca vida extraterrestre foi misteriosamente destruída

Parte de radiotelescópio que busca vida extraterrestre foi misteriosamente destruído
Parte de radiotelescópio que busca vida extraterrestre foi misteriosamente destruído
Parte de radiotelescópio que busca vida extraterrestre foi misteriosamente destruído. Foto: ARECIBO OBSERVATORY / UNIVERSITY OF CENTRAL FLORIDA

O radiotelescópio de Arecibo, em Porto Rico, é bastante famoso pelos avanços por seu tamanho (305 metros de diâmetro). Por muito tempo foi o maior telescópio do mundo, atualmente, o maior radiotelescópio de prato único do mundo é o FAST, da China, que foi finalizado em 2016 com 500 metros de diâmetro.

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O radiotelescópio de Arecibo foi construído em 1963 em Porto Rico, dentro da cratera de um vulcão extinto. É uma área de tão difícil acesso justamente para ser o mais isolado do mundo externo possível

Embora seja bastante antigo, o Arecibo exerce até hoje uma importante função, sendo um dos principais radiotelescópios empregados pelo projeto SETI (Search for Extraterrestrial Intelligence), que busca por vida inteligente extraterrestre.

Uma grande área do radiotelescópio foi danificada depois que um dos cabos arrebentou violentamente e atingiu o prato, abrindo um buraco bastante grande – 30 metros de comprimento, além de algumas outras peças danificadas. É um problema considerável.

“Não vimos nada parecido em Arecibo antes”, conta ao The Atlantic Zenaida Gonzalez Kotala, a porta-voz de uma das universidades envolvidas no Arecibo, a Universidade da Flórida Central, uma das maiores universidades públicas dos Estados Unidos. Não sabe-se ainda, entretanto, o que causou a quebra dos cabos.

“É frustrante, mas sempre vejo isso como, tudo bem, pararemos por um momento, mas estaremos de volta em breve. Não é como se eu achasse que [o telescópio] está condenado”, conta Abel Méndez ao The Atlantic.

Méndez é um astrobiólogo que realiza suas pesquisas no Laboratório de Habitabilidade Planetária de Arecibo. Ele havia presenciado outro acidente, que o frustra mais ainda.

As investigações para entender o que ocorreu ali já iniciaram na última sexta-feira (14), conforme relata o Space.com. Foram, no total, 250 painéis danificados segundo Francisco Cordova, o diretor do observatório.

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