Corais brasileiros são mais resistentes para lidar com o aquecimento global, aponta estudo | TechBreak - Tudo sobre Tecnologia

Corais brasileiros são mais resistentes para lidar com o aquecimento global, aponta estudo

Corais brasileiros são mais resistentes para lidar com o aquecimento global, aponta estudo
Corais brasileiros são mais resistentes para lidar com o aquecimento global, aponta estudo
Corais brasileiros são mais resistentes para lidar com o aquecimento global, aponta estudo

Um estudo realizado pela USP aponta que os corais do litoral brasileiro são mais tolerantes ao branqueamento, fenômeno desencadeado, principalmente, pelo aumento da temperatura dos oceanos.

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O estudo experimental comparativo incluiu dezoito espécies de corais (17 escleractínios e um hidrocoral) originárias da costa brasileira e do Mar dos Sargaços, próximo à costa leste dos Estados Unidos.

De acordo com o biólogo e coordenador da pesquisa Samuel Coelho de Faria, professor do Centro de Biologia Marinha da USP, ambas as regiões contam com espécies semelhantes de corais, mas com águas de diferentes características físico-químicas.

O branqueamento é uma resposta natural de defesa dos corais a situações de estresse térmico. Em condições normais, eles vivem uma relação simbiótica com microalgas intracelulares chamadas zooxantelas.

Em águas rasas com acesso à luz, essas microalgas atendem até 98% das demandas energéticas do coral hospedeiro, também contribuindo, em parte, para sua coloração peculiar. Por sua vez, as zooxantelas sobrevivem e crescem graças também aos produtos gerados pelo metabolismo do coral.

Em episódios de branqueamento, os corais, por uma ação de defesa, expulsam as zooxantelas de dentro de seus tecidos porque elas passam a deflagrar estresse oxidativo. Como consequência dessa expulsão, os corais perdem a capacidade de serem abastecidos pela fotossíntese e se tornam translúcidos.

A capacidade antioxidante das espécies de Bermudas é cerca de dez vezes maior que a das espécies brasileiras. No entanto, quando expostas a um cenário simulado de aumento de temperatura e redução no pH, apenas as espécies do Brasil foram capazes de aumentar as defesas antioxidantes, um incremento médio de 40%, o que sugere que elas lidam melhor com o estresse oxidativo.

“A pesquisa não apenas confirmou a hipótese de maior tolerância fisiológica das espécies brasileiras diante do câmbio climático, como também verificou uma coevolução das plasticidades simbiótica e antioxidante no Atlântico Sul”, destacou Faria, em entrevista para o Jornal da USP.

Os ecossistemas que envolvem recifes de corais são fundamentais para a manutenção da biodiversidade aquática.




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