Avião militar: EUA começam a desenhar sua próxima geração de caças

País quer retomar sua supremacia nos ares

Sob o projeto apelidado de “Penetrating Counter Air”, ou “invadindo ar inimigo”, em inglês, os Estados Unidos estão próximos de finalizar um novo caça que será substituto do icônico F-22 Raptor, que está nos ares desde 1997. A sexta geração destes aviões militares de combate terá uma série de novas tecnologias que até o momento só existem nas pranchetas de design. Na imagem acima, vemos um esboço da Boeing feito no ano passado sobre a próxima geração de jatos.

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Em entrevista ao site Aviation Week & Space Technology, o general Mike Holmes afirmou que o desenvolvimento de outros caças, como F-22 e F-35, continuam firmes, mas que “eventualmente você chegará em um limite de habilidade para melhorar essas plataformas”. “Precisamos ter algo novo pronto”, afirmou.

Já faz vinte anos que nenhum caça de combate é desenhado do zero pela Força Aérea Norte-Americana, e este projeto tem a intenção de lidar e absorver novas realidades e estratégias, incluindo fazer a escolta de bombardeiros maiores, como o B-2 e B-21.

Uma das principais questões do PCA se encontra em relação ao seu consumo. Fazer um motor eficiente que consome pouco combustível ou apostar em um propulsor de alta performance para dar vantagem em combates. A Força Aérea espera ter um saldo positivo entre os dois, principalmente usando o design.

O desenho do PCA chama a atenção principalmente pela ausência do estabilizador vertical, peça que vemos desde os P-51 Mustang até o próprio F-22. Assim como o B-2, a retirada desta parte é em função de sua capacidade de voar “stealth”, ou seja, invisível aos radares.

A ideia do projeto é trazer novamente a soberania dos ares aos Estados Unidos, incluindo o desenvolvimento de novos mísseis de média distância. Para isso, a Força Aérea pediu um total de US$ 294.7 milhões em 2018 para investir no projeto.

Agora, quando esse caça ficará pronto? A expectativa é de que ele seja lançado na década de 2030.

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